contato@conectadoscomdeus.net     

Blog

Deus tem uma lei? Entenda essa verdade – Parte I

Categoria: Conectados com Deus

Afinal, a lei é para ser seguida ou não? Se for, como cumprir-los? Veja aqui!

No livro de Êxodo, no capítulo 20, estão registrados os Dez Mandamentos, que foram escritos em pedras e entregues aos hebreus. A partir de então, esta lei deveria ser obedecida por todas as pessoas daquela comunidade. Esse fato ocorreu há mais de 4000 anos. E hoje, será que essa lei ainda existe e está em vigor? É possível aplicá-la na nossa realidade ou é necessário obedecer todos esses mandamentos, mesmo depois de milênios?
Este artigo tem por objetivo desvendar estas e muitas outras dúvidas. Você está sendo convidado(a) agora a embarcar neste estudo sobre os Dez Mandamentos. Abra o seu coração e a sua mente e se surpreenda com toda a abrangência e o significado desta preciosa lei!

Conhecendo os Dez Mandamentos.
Êxodo, capítulo 20, versículos 1 a 18 diz: “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e faço misericórdia a milhares, aos que me amam, e aos que guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Honra teu pai e tua mãe, para que os teus dias se prolonguem na terra que o Senhor teu Deus te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe.”

Estes Dez Mandamentos, ditos pelo próprio Deus a Moisés, compõe o que se chama de maior lei moral de todas as eras. Obedecê-la sempre foi um desafio para o povo de Israel, mas em nenhuma parte da Bíblia está escrito que era impossível sua observância ou de que a lei fora dada como uma maldição para aquela geração. Por isso é tão importante conhecer e estudar a Bíblia. As Escrituras Sagradas apresentam inúmeros versículos sobre as bênçãos reservadas para aqueles que guardassem fielmente estes mandamentos. “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus, e guardarás as suas ordenanças, e os seus estatutos, e os seus juízos, e os seus mandamentos, todos os dias. Guardai, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra que passais a possuir; e para que prolongueis os dias na terra que o Senhor jurou dar a vossos pais e à sua descendência, terra que mana leite e mel” (Deuteronômio 11:1,8 e 9). “O que hoje lhes estou ordenando não é difícil fazer, nem está além do seu alcance. Pois hoje lhes ordeno que amem o Senhor, o seu Deus, andem nos seus caminhos e guardem os seus mandamentos, decretos e ordenanças; então vocês terão vida e aumentarão em número, e o Senhor, o seu Deus, os abençoará na terra em que vocês estão entrando para dela tomar posse” (Deuteronômio 30:11 e 16).

Se obedecer a Lei de Deus era a condição única para alcançar as bênçãos e a Terra Prometida no Antigo Testamento, no Novo Testamento, a obediência à Lei de Deus foi reafirmada como sendo a condição para herdar a vida eterna. Jesus apresentou essa verdade ao ser questionado por um jovem rico. Esta passagem se encontra relatada no livro de Mateus, capítulo 19, versos 16 e 17. “E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos”. Jesus mostrou, com este acontecimento, que a observância da lei dada a Moisés ainda estava em vigor e deveria assim permanecer. E mais do que observar os mandamentos, Jesus mostrou que, para que cada ser humanos seja salvo, Deus precisa ocupar o primeiro lugar no coração. Portanto, não restam dúvidas de que estes Dez Mandamenos não foram extintos, mas foram reafirmados na Nova Aliança e necessitam ser obedecidos.

Vamos agora abordar cada mandamento separadamente, dando um enfoque específico sobre a sua abrangência nos tempos dos israelitas e sobre como devem ser entendidos e colocados em prática nos dias de hoje.

1 - Primeiro Mandamento: Não terás outros deuses diante de mim.
O antigo povo de Israel estava rodeado por nações que adoravam “outros deuses”. Haviam diversas divindades, e cada uma se aplicava a abençoar uma área específica da vida. Verdadeiros cultos e festas eram dedicados a esses deuses. Hoje, as pessoas não acreditam mais nessas divindades, mas permitem que outros interesses ocupem o lugar central na própria vida. O dinheiro, o poder, a fama, o sexo, os vícios ... milhões de pessoas são vítimas desses “deuses” que manipulam pensamentos e ações. Vivem apenas para alimentá-los e esquecem-se do Verdadeiro Deus, que não deseja que ninguém seja escravo, mas sim, completamente livre. Foi por isso que Deus deu o primeiro mandamento aos hebreus e também o dá para nós hoje. Se trata de uma advertência, motivada por uma preocupação profunda. Sua mensagem é: não entregue sua lealdade e devoção a “deuses” que na realidade não são deuses. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo. Porém, rejeitar os falsos deuses não é suficiente. Precisamos substituir seu culto pela adoração ao Deus do Céu. Fazer de Deus o primeiro significa deixar de lado ideias, interesses e pensamentos que entrem em competição com Ele ou diminuam Sua soberania sobre nossa vida.

2 - Segundo Mandamento: Não farás para ti imagem de escultura.
Nos tempos antigos, acreditava-se na existência de muitos deuses, pois as pessoas daquela época não conseguiam imaginar que apenas um deus seria suficiente para guardar, proteger e abençoar toda a humanidade. Portanto, através de ídolos feitos de madeira, barro ou metal, suplicavam incessantemente por suas necessidades, reafirmando assim a ideia de um Deus limitado em ouvir e ajudar os Seus filhos. Hoje, este segundo mandamento quer nos dizer que não existe nada nem ninguém maior ou melhor em responder súplicas do que o Próprio Deus. Somente a Ele devemos dirigir os nossos pedidos, pois unicamente Ele é capaz de responder e conceder aquilo que deseja o nosso coração. Ore a Deus. A oração é a melhor forma de abrirmos o nosso coração a Ele, e em troca, desfrutaremos de inúmeros benefícios. “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, Ele nos ouve. E se sabemos que Ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dEle pedimos” (1 João 5.14-15). Portanto, não deixe sua mente e sua falta de fé diminuir Deus. Creia que Ele é grande, poderoso, e que pode fazer por você muito mais do que possas imaginar.
O segundo mandamento é o complemento perfeito do primeiro. As pessoas que tomarem a decisão de colocar a Deus no centro de sua existência não permitirão que qualquer coisa criada ocupe o lugar que pertence somente ao Criador. E não haverá confusão com respeito à verdadeira adoração, porque essas pessoas se afastarão de tudo que diminua a importância de Deus em sua vida.

3 - Terceiro Mandamento: Não tomarás o nome do Senhor Teu Deus em vão.
Este mandamento foi dado para que os israelitas aprendessem a respeitar e a honrar o nome de Deus. Não tomar o nome Dele em vão se aplicava a não jurar falsamente, a não compará-lo com outros deuses, a não usá-lo de forma passageira e corriqueira nas atividades do cotidiano. Hoje esse mandamento também recebe a mesma aplicação. Quanto você acha que vale o nome de Deus? Quando não vivemos à altura do nosso compromisso cristão, nós representamos mal a Deus. Arrastamos na lama o nome da família. O apóstolo Paulo falou de algumas pessoas que faziam isso nos seus dias, declarando que “o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (Romanos 2:24). Também representamos mal a Deus quando usamos o sagrado nome de maneira leviana e frívola ou o empregamos em expressões vulgares e obscenas. “Ao fazer isso, estamos dizemos a todos que o nome de Deus não é santo, que não tem valor nem importância para nós. Seria ainda mais grave usar o nome de Deus para afirmar algo que é falso, ou deixar de cumprir uma promessa que fizemos em Seu nome” (L. Wade).

4 - Quarto Mandamento: Lembra-te do dia do sábado para o santificar.
Desde a criação do mundo Deus apresenta o princípio da guarda do sábado à humanidade. Ao findar no sexto dia a Sua obra criadora, está escrito que Deus declarou ser tudo muito bom, e no sábado, o sétimo dia da semana, descansou de todo o trabalho. “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia. Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 1:31 a 2:3). Na verdade, Deus não se cansa. Mas, ao descansar no dia de sábado, Deus queria dar o exemplo e mostrar à toda criação, e em especial ao ser humano, que o sábado deveria ser um dia de descanso, de santificação e adoração ao Grande Deus, criador e originador da Vida.
Passaram-se muitos anos até a história alcançar o povo de Israel. Quando foi dado os Dez Mandamentos no Monte Sinai, a humanidade havia se esquecido de separar este sétimo dia para o Senhor. Este mandamento é novamente mostrado como sendo um dever dos homens para com Deus, mas que na verdade, era em sinal das bênçãos e misericórdias de Deus.
O sábado foi criado por causa do homem. “E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor” (Marcos 2:27 e 28). Hoje precisamos entender que o sábado é um dia especial de comunhão entre o nosso Pai e que somos seus filhos.
Diante de uma vida tão corrida, de inúmeros compromissos, trabalhos, estudos, estresses diários, noites mal dormidas, Deus oferece a todos uma pausa, um dia de descanso da rotina maluca e exaustiva da semana. Guardar o sábado é um privilégio! Essa é uma das maiores bênçãos de Deus para toda a humanidade. Por que então relutar em aceitá-la? “Seis dias trabalharás, diz o mandamento. Esse é o tempo que lhe é concedido. Trabalhe, lute e dê o melhor de si durante esse tempo. Mas tudo isso tem um limite – o sábado. Nesse dia, você deve descansar” (L. Wade).

E aí, está gostando do nosso estudo sobre os Dez Mandamentos? Ainda estão faltando alguns deles. Por isso, te convidamos a acompanhar a leitura do artigo “Deus tem uma lei? Entenda essa verdade – Parte II”. Venha descobrir mais sobre essas verdades tão lindas encontradas na Lei de Deus!