O amor... é paciente!
Salvo exceções, todos os seres humanos sentem o desejo de, em algum momento da vida, constituir uma família própria e estável onde fortes laços de amor possam unir esposos e filhos.
Entretanto, nos dias atuais, também podemos observar com profunda tristeza que as uniões familiares têm se tornado cada vez mais frágeis e vulneráveis. As promessas de fidelidade eterna hoje não são mais que contratos – muitas vezes verbais – que relacionam duas pessoas até que alguma situação qualquer da vida os separe. Parecem não importar as consequências, nem mesmo a existência de descendentes.
O texto a seguir parece descrever esta situação de forma muito precisa: “O casamento, na maioria dos casos, é um jugo muito aflitivo. Milhares há que se acham acasalados, porém não casados. Os livros do Céu acham-se carregados com os infortúnios, a impiedade e o abuso que jazem ocultos sob o manto do casamento. Eis porque eu desejaria advertir os jovens que se acham em idade casadoura a sofrearem a pressa na escolha de um companheiro. O caminho da vida conjugal pode parecer belo e pleno de felicidade; mas, por que não podereis ser decepcionados como milhares de outros o têm sido?” (E. White).
Entretanto, temos certeza que ninguém escolhe por vontade própria uma vida de infortúnios e decepções. Portanto, vale nos perguntarmos neste momento, qual a causa de tantos fracassos na vida conjugal e familiar? Talvez a superficialidade do amor e das relações próprias da época na qual vivemos? Talvez a falta de reflexão e maturidade para tomar decisões transcendentais da vida?
O relato bíblico da seleção de uma esposa para Isaque nos apresenta uma série de lições que podem servir de orientação para todos. Em primeiro lugar ele soube esperar com paciência. Como filho único de um nobre patriarca e herdeiro de grandes riquezas ele poderia ter casado prontamente com alguma moça da própria comunidade, entretanto, somente quando ele completou 40 anos de idade Deus decidiu que seria o tempo de buscar a companheira ideal. Isaque confiou nos critérios do seu sábio pai que indicou buscar uma esposa dentre as famílias que eram tementes de Deus. Para tanto, foi necessário fazer uma longa viagem, mas qualquer sacrifício é pequeno quando se trata do amor e da felicidade de uma vida toda. A moça foi avaliada através das suas atitudes de hospitalidade, serviço e gentileza para com pessoas estrangeiras e finalmente foi consultada se voluntariamente aceitava se mudar para um outro país onde se tornaria a esposa de um filho de Deus. Isto também constitui uma lição para nós hoje.
Finalmente, o texto registra que a espera de Isaque não esteve caracterizada pela ansiedade, desinteresse ou indolência. Ele permaneceu em íntima comunhão com Deus através da reflexão e da constante oração. Todos os dias ele saia ao campo para cumprir com momentos de encontro com o seu Pai Celestial e foi exatamente nestes momentos quando a sua esposa foi revelada. A união, como não poderia ser de outra maneira, foi plenamente feliz e duradoura.
Se você tem planos de encontrar uma companheira, casar, formar a sua família, considere com atenção e carinho os ensinamentos da historia de Isaque e Rebeca. Seja paciente, espere em Deus.
Busque as orientações dos seus pais (eles com certeza têm mais experiência que você), procure uma esposa dentre as filhas de Deus (mesmo que tenha que sair do seu país), avalie suas possibilidades com calma e concentração. E principalmente, busque a comunhão com Deus através da leitura da Bíblia e da oração constante. Com certeza você encontrará o amor verdadeiro e terá uma família plenamente feliz!
