O que a BÃblia diz sobre o dÃzimo? Descubra aqui!
É natural ter dúvidas em relação ao dízimo. A igreja pode cobrá-lo? Qual a quantia adequada? O que é feito com o dinheiro? Esses são alguns dos principais questionamentos que podem passar pela cabeça dos cristãos. Para esclarecê-los, vamos examinar o que a Bíblia diz sobre o dízimo.
O que é o dízimo?
É uma obediência à vontade de Deus, para que seja entregue uma parte da renda para manutenção da obra Dele. É um modo de doar-se a Deus e de devolver-Lhe as bênçãos que proporciona em nossas vidas.
Dizimar com alegria no coração.
Todo cristão deve ter em mente que o dízimo não é uma barganha com Deus (2 Coríntios 9:7). Ele não pode ser doado como uma tentativa de obter vantagens ou sentir-se digno do amor de Deus pai. É fundamental dizimar com honestidade e alegria no coração, como sinal de adoração e honra.
Origens no Antigo Testamento.
A origem dessa prática está no Antigo Testamento. Era uma exigência da Lei, em que os israelitas deveriam dar 10% de suas colheitas e animais para o tabernáculo/templo.
Pode-se encontrar referências nas seguintes passagens: Levítico 27:30, Números 18:26, Deuteronômio 14:24, 2 Crônicas 31:5. Alguns veem o dízimo do Antigo Testamento como um método de tributação que supria as necessidades dos sacerdotes daquela época.
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No Novo Testamento.
É possível destacar três referências ao dízimo no Novo Testamento. Duas delas, paralelas, se referem ao mandamento de Jesus aos fariseus quanto ao dízimo, encontradas em Mateus 23:23 e Lucas 11:42. A terceira é a de Hebreus 7:1-10, em que Melquisedeque aparece como figura de Cristo. Na conversa com os fariseus, Jesus fala do escrúpulo deles em dizimar até as menores coisas, esquecendo-se do mais importante, que era a prática da misericórdia e da fé. Insiste com eles para que continuem a praticar o dízimo.
O Novo Testamento também apresenta lições sobre generosidade e liberalidade no momento de devolver a Deus as nossas dádivas. “Cada um contribua segundo propôs em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).
Os propósitos de Deus.
O dízimo serve para dar continuidade aos planos de Deus para a humanidade e para a manutenção da pregação do Evangelho pelos pastores. Também é necessário para suprir demandas da Obra, como construir, manter e operar as igrejas. Para quem doa, os propósitos são ainda maiores: servem para tirar o egoísmo do nosso coração e nos ajudam a colocar nossa confiança não no dinheiro, mas em Deus (Lucas 12:15).
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A diferença entre dízimo, oferta e primícias.
Como abordamos no início deste texto, o dízimo é uma entrega a Deus, um chamado para doar uma pequena parte – apenas 10% da nossa renda para manutenção dos planos Dele. Não deve ser feita com pesar nem como uma tentativa de conseguir favores de Deus. Deve sempre ser entregue com amor e adoração.
A oferta, por sua vez, é uma contribuição voluntária, que traz prosperidade à vida do cristão. Quando doamos materiais, equipamentos ou mesmo um serviço que atenda às necessidades da igreja, também estamos ofertando.
Já a primícia é uma espécie de “primeiro fruto” de um coração agradecido. É uma doação que parte da consciência de cada um. Pode-se doar alimentos à igreja ou valores correspondentes a um dia de trabalho.
Entender o que a Bíblia diz sobre o dízimo pode nos ajudar a compreender os propósitos dessa doação. Não devemos entregá-la pensando no valor do dinheiro nem na quantia depositada, mas na intenção de devolvermos a Deus as graças que Ele nos oferece todos os dias. Assim, é também uma chance de nos conectarmos com Ele e fortalecermos nossos propósitos espirituais.
E agora, ficou mais fácil compreender sobre esse assunto? Deixe sua opinião nos comentários!
