PolÃtica e Religião
O cenário político atual tem se mostrado convidativo ao diálogo (e à discussão!!) – que chega a ser inconsciente. O tal do Impeachment e todo o seu mosaico de considerações e correntes sociológicas: a Dilma deve ou não ser destituída do cargo? Será que foi golpe? Quem são os reacionários? A mídia manipuladora de massas trabalha comodamente na coxia?
Ao contrário do que parece, este artigo não irá se aprofundar nos enleios político-partidaristas que regeram nossos temas de debate até então. Ele tão somente cristalina ligeiras orientações sobre como devemos nos posicionar, enquanto cristãos, diante de situações de conflito ideológico-político.
Leia aqui sobre O Verdadeiro Senhor da Honestidade
E a regra de ouro para o povo de Deus é o silêncio: “O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloquência.” [1]. Ele deseja que seus seguidores se unam a fim de compreenderem os princípios de fé carinhosamente revelados em Sua Palavra. Até o exercício do voto, em matéria de segurança, precisa ser ponderado com discernimento espiritual. Em matéria bíblica, o envolvimento direto, o tomar partido, pode representar um jugo desigual com os infiéis. E nesse sentido, o conselho divino é claro: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? Que parte tem o fiel com o infiel? (II Cor. 6:14 e 15).
No entanto, isso não significa que a Bíblia apregoa a completa alienação cívica ou política. Vimos que ela nos protege da política partidária. Mas afora esta, que, em seus métodos, é moralmente prejudicial à fé cristã, há as formas de colaborar com a política, com a sociedade, com a nação, com a cidade e com a vida cívica, em consonância com os princípios bíblicos. Foi nesse sentido que José e Daniel assumiram funções elevadas nos governos egípcio e babilônico. Também Neemias e outros cristãos tiveram saudáveis relações pessoais e institucionais com grupos e autoridades políticas sem prejuízo de sua fé, pelo contrário, com providenciais vantagens à Igreja de Deus.
É sábio que os jovens filhos de Deus ponderem quais alturas podem ser atingidas: “Querida juventude, qual é o alvo e propósito de sua vida? Vocês têm a ambição de se educarem para poderem ter nome e posição no mundo? Têm pensamentos que não ousam exprimir, de poderem um dia alcançar as alturas da grandeza intelectual; de poder assentar-se em conselhos deliberativos e legislativos, cooperando na elaboração de leis para a nação? Nada há de errado nessas aspirações. Podem, cada um de vocês, estabelecer um alvo. Não se contentem com realizações mesquinhas. Aspirem à altura, e não poupem esforços para alcançá-la” [2]. Observe-se que não há um incentivo à política partidária, mas à obtenção de formação intelectual, acadêmica, para cooperar com a vida aqui nesta Terra naquilo que Deus dotou com dons e talentos.
Por certo que temos limitações de segurança cristã em matéria de política partidária. Mas temos também um vasto horizonte de possibilidades colocadas por Deus para sermos verdadeiros e bons cristãos colaboradores na sociedade do tempo presente.
Por Isys Grazielle Medeiros.
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