O verdadeiro senhor da honestidade
Há alguns dias ouvimos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer duas afirmações com propriedade: que "só perde para Jesus Cristo na popularidade no Brasil" e que "não há mais honesto que ele".
Os dicionários definem honestidade como sendo "atributo do que apresenta probidade, honradez, segundo preceitos morais socialmente válidos. Característica do que é decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível."
OK, mas, o que é moral? Que bom que você perguntou, amigo leitor! Segundo filósofos de todas as eras, moral é o que não faríamos de jeito nenhum, mesmo que não houvessem pessoas observando; mesmo que fôssemos invisíveis - um conjunto de princípios que seguimos livremente em nossa vida. Aquilo que nos obrigamos a respeitar. Quando se está sozinho consigo mesmo, dialogando para encontrar o melhor caminho, a melhor conduta.
Será que este tão necessário atributo vem de nós mesmos?
"Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (…)" (Gálatas 5:22). A Palavra do Senhor afirma que boas condutas e sentimentos puros não vêm de nós mesmos, mas são adquiridos por meio da mais perfeita comunhão com o Senhor da honestidade e da moralidade.
Talvez Lula de fato tenha renome popular, afinal sempre falou à alma do povo, sempre esteve próximo e presenciou as mais duras e diversas faces da simplicidade tão comuns à grande parte da população brasileira, além de trabalhar em prol dos trabalhadores.
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Semelhantemente, o fez Antônio Conselheiro, figura central da Guerra de Canudos, movimento de cunho sócio-religioso ocorrido no sertão nordestino, em 1896. Em face de uma crise econômica e social, abalados pela seca, fome e violência, a humilde população daquela comunidade enxergava a esperança em Antônio Conselheiro. Para ele, o mundo estava próximo do fim. Com estas ideias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza e garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.
Em contraponto, temos a figura de um líder nato, disposto a qualquer sacrifício para salvar a humanidade: seu nome é Jesus Cristo, "Pois o Senhor quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele, e o desprezávamos (…)" (Isaias 53).
Temos nos três exemplos supracitados algo em comum: A efusiva preocupação com o próximo. Lula, um sindicalista do povão, vestindo a camisa do sonho de igualdade e justiça sociais; Antônio conselheiro, um homem que largou sua vida para buscar o mínimo de esperança para um povo esquecido e castigado; e por fim, Jesus Cristo. Como defini-lo? Nele não se achava mancha. Levou uma dura vida, mas sempre lapidada pela bondade, pela moral e pela honestidade. Curou, perdoou, deu exemplo, morreu pelo povo, fez promessas e as cumpriu. A singularidade de seus feitos encontra-se no fato de que sua fase não passou, como passou a do PT ou da Guerra de Canudos. Sua história não tem fim.
O povo suplica por um salvador. Por natureza temos necessidade de palavras de conforto e esperança para nossas vidas. Os reinos deste mundo não podem atender às necessidades da nossa alma e tampouco transformar-nos em pessoas dignas de recompensa. Não podem nos conferir honestidade e nem uma vida regida pela verdadeira moral.
É necessário, portanto, amigos, que deixemo-nos guiar pelas promessas e conselhos de nosso Pai, pois Ele deseja sarar nossas feridas, dar-nos esperança e, além disso, fazer com que façamos prova dessas mesmas promessas, pois não é homem para mentir ou falhar, mas é fiel para cumprir.
É preciso também que abandonemos nossos pecados - a mentira, a desonestidade, a ingratidão, a injustiça, a falta de fé, pois tão somente a bondade deve caracterizar cada ato da nossa vida. Os anjos de Deus examinam a obra que nos é posta nas mãos, e onde houve afastamento dos princípios da verdade. A Palavra do Senhor se posiciona: "Pesado foste na balança, e foste achado em falta." (Dan 5:27)
Os que não vencem nas pequeninas coisas não terão força moral para resistirem a tentações maiores. Todos os que procuram fazer da honestidade o princípio dominante nos assuntos diários da vida, necessitam estar em guarda para não cobiçarem nenhuma prata, nem ouro, nem vestes. Enquanto estiverem contentes com o alimento e o vestuário apropriados, considerarão um problema fácil guardar o coração e as mãos do vício da cobiça e desonestidade.
Se buscarmos seguir com amor os ensinamentos de nosso Pai, certamente estaremos forjando a transformação de caráter. Assim nos assemelharemos ao honesto caráter de Cristo e alcançaremos o céu.
Por Isys Grazielle Medeiros.
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